Showing posts with label natal. Show all posts
Showing posts with label natal. Show all posts

Tuesday, December 25, 2007

Joana a Recuperar do Natal - Stitch.

Fico na dúvida quanto à minha idade quando: sou a única pessoa da família que bebe "sumo de maçã" em vez de vinho... há dias fiz uma "caça ao tesouro" num jardim, em busca de prendas (aí fiquei também com uma dúvida sazonal - parecia que estava na Páscoa), e agora, olhando para os presentes todos, o meu eleito é um peluche. Sim. Nada daquelas coisas melosas e nojentas de tão fofinhas, prometendo amizade para sempre, com corações e padrões amorosos. Isso, mais do que infantil, seria estúpido. Isto, talvez me coloque na faixa etária dos cinco anos mas... Deixa-me muitíssimo feliz e com uma nova missão para os próximos dias: encontrar um local digno dentro deste quarto para alojar o meu Stitch!


Joana a Recuperar do Natal III

Findo o Natal, sinto-me como aqueles alcoólicos, que em plena ressaca prometem nunca mais voltar a beber. Para eles, basta ouvir a palavra vodka para terem vontade de vomitar. A mim, tudo me soa a comida. Até o "Findo" com que iniciei este post me faz lembrar a marca de ultracongelados. Pena que nunca tive talento para vomitar. Falhei uma carreira promissora de bulímica. Porque na parte de ingestão compulsiva sou das melhores a actuar em Portugal. E quiçá na Europa.

Joana a Recuperar do Natal II

O Natal acabou há poucos minutos e já consigo adiantar previsões para 2008. A primeira é muito fácil, e resulta da junção de duas premissas.
1) Vivo com mãe e pai, os dois com mais de 50 anos.
2) Pai recebeu máquina fotográfica digital, mãe recebeu leitor de mp3.
Conclusão em jeito de antevisão: Em 2008 Joana terá trabalhos redobrados.
A primeira reacção de ambos depois de desembrulharem os presentes foi procurarem-me com o olhar, pela sala fora, com os olhos desesperados de um Bambi que não perdeu a mãe mas entrou na era tecnológica. E que precisa muito de explicações. Desejem-me sorte...

Joana a Recuperar do Natal I

Pois é... O caminho foi longo e agora é melhor iniciar rápido a travessia de regresso... sob pena de ficar presa no Natal até 2008...
25 de Dezembro é o dia do ano em que somos obrigados a conviver com todas as pessoas da nossa família, celebrando até os laços de parentesco mais remotos, como se de melhores amigos se tratassem. À mesma mesa sentam-se pessoas que, provavelmente, se se vissem numa estação de correios, fariam o possível para roubar a senha uma à outra. Mas com quem se deu o bonito acaso de nascerem na mesma família e terem o mesmo apelido. Por isso, chegado o Natal, o melhor mesmo é conviver, arranjando temas de conversa em torno de um Peru mal cozido. É verdade. A minha avó deixou o peru duas horas no forno, mas este era um Peru contemplativo, precisava de pelo menos mais quatro de pura introspecção para ser comestível. Mas não faz mal: havia todo um acompanhamento inovador para ceia natalícia - arroz árabe. Que moderno! O pior é que também ele estava mal cozido. Bem, pelo menos as passas conseguiam comer-se, e acho que já adiantei serviço para a passagem de ano!
De resto, não percebo tanta alegria com o Natal. Época de paz e harmonia?? Falem por vocês. Eu acho que é a altura mais perigosa do ano. Pelo menos é aquela em que o meu organismo se sente mais próximo de uma gastrite ou apendicite aguda. Se acham isto harmonioso... se calhar também gostam de peru cru.

Joana a Caminho do Natal - Qual é a Ideia?

Quem é que esta malta da RTP pretende enganar? Estão há horas a fingir que estão em directo, a perguntar uns aos outros o que comeram ao almoço, o que sobrou dontem à noite, que prendas receberam há bocado, para onde vão a seguir... Já que era para fingir, fingiam a sério e punham no canto superior esquerdo a palavra "Directo". Ninguém ia levar a mal. Quanto mais não seja porque ninguém está a ver. Nem a própria Helena Coelho. Porque se visse era capaz de ser a única pessoa a acreditar que estava na RTP e não em casa dos pais a comer peru.

Joana a Caminho do Natal - Tristeza

É triste ver que o Natal passa sem que eu tenha visto um bocadinho que seja do ET ou do Sozinho em Casa. Depois disto, o que se seguirá? Uma passagem de ano sem anúncio da Super Bock??

Saturday, December 22, 2007

Joana a Caminho do Natal - Burocracias

Tenho para mim que o Natal é mais um dos serviços da Administração Pública. Senão vejamos... Há um imenso rol de burocracias: primeiro é preciso lista de prendas para não nos esquecermos de ninguém, depois é preciso a lista do que nós queremos, para dar à nossa tia, mesmo sabendo que ela a vai perder e nos vai dar aquele perfume que tem lá em casa embrulhado há 3 anos... Ultrapassada a fase das listagens, é preciso fazer rigorosos cálculos financeiros para evitar a bancarrota antes do fim de ano... Depois é precisa uma escala de serviço para conseguirmos fazer todos os embrulhos antes da consoada. Além disto, ainda há uma série de postais por preencher, que dão mais trabalho que o Modelo 3 do IRS, porque além de números é preciso acertar com o nome das pessoas... E findos todos estes trabalhos... o que é que acontece? Entregam-se as prendas. E depois?? Não se passa absolutamente mais nada. Querem coisa que soe mais a funcionalismo público do que isto?

Joana a Caminho do Natal - Food & Beverage I

E eis que, ao fim de um ano a beber litros de água engarrafada, sem sequer sairmos da secretária.... temos cerca de cinco horas para beber licor de amêndoa amarga. É esta diferença de tempo e de género que faz verdadeiramente o Natal. Bem haja!

Joana a Caminho do Natal - Melhores Momentos

Sim, apesar da longa ausência de notícias por aqui... Eu continuo a chamar-me Joana e continuo a caminho dao Natal. Agora estou mais perto que nunca... Quer queira quer não! E para compensar o grande interregno... Estou a tentar injectar doses industriais de Natal neste fim-de-semana que resta. Por isso estou neste momento a ver "Os Melhores Momentos" do Natal dos Hospitais... Porque felizmente os senhores da RTP pensam nas pequenas desgraças das pessoas: não de quem está internado, mas de quem tem de trabalhar e não pode ver em directo o Natal dos Hospitais!! Obrigado! É que quando falamos em Natal dos Hospitais, o termo "melhores" ganha todo um novo significado. É sinónimo de Irmãos Verdades e José Malhoa a cantar "dei-lhe duas seguidas e a zanga passou". Vou aproveitar a próxima hora que tenho em casa para me alimentar de Natal dos Hospitais como se de lampreia de ovos se tratasse... Porque isto sim, é Natal! E há quanto tempo eu não via o Carlos Alberto Reis. Estava até preocupada. Mas parece estar bem de saúde.

Sunday, November 11, 2007

Joana a Caminho do Natal - Popota


Já aqui falei da Leopoldina (nem podia ser doutra maneira, ela é sinónimo de Natal, e de parvoíce - coisas que abundam por aqui). Já tinha reflectido sobre a sua essência, já tinha proposto aqui o debate das problemáticas que envolvem a dita avestruz. No fundo, já vos tinha altertado para o ridículo de um supermercado ter uma ave amarela e desproporcional a convencer as pessoas a comprarem cds e livros de encantar. Pois, podem esquecer tudo isso. O nível de ridículo acaba de ser suplantado por uma coisa (nem sei se será um animal) chamada.. Popota! É triste. É muito triste, mesmo. Primeiro, imitar a ideia peregrina de ter um bicho a estimular o consumo. Depois a ideia desse bicho ter uma cor absurda para o reino animal. Neste caso, o cor-de-rosa. Por fim, a ideia de lhe dar apenas meio nome. Popota? Popota não chega a ser coisa nenhuma. Fica pela intenção (que nem sequer é boa). Nem sequer é uma mascote. É um híbrido sob a forma de desenho. E nem sequer tem um mundo encantado de brinquedos. Só uma mísera quinta. Nem quero imaginar que espécies alberga lá. Talvez um Rik e Rok, que nunca ninguém percebeu bem o que são ou o que fazem. Se enveredassem pela carreira política, seriam um Bernardino Soares, que também é redondinho e tudo.
Calculo que a próxima campanha do Modelo junte Popota a Cristiano Ronaldo, que aparecia nos últimos anúncios vestido de "Ken Comandante". Faz todo o sentido. Além de serem da mesma faixa etária e partilharem o gosto por indumentária cor-de-rosa, têm feições muito parecidas, e parecem estar sempre a achar tudo "espectacular".

Joana a Caminho do Natal - Trepadores

Uma ilustre figura das Condutoras de Domingo reflectiu esta semana sobre o fenómeno dos pais natais trepadores.
Eu já o tinha feito uma vez, o ano passado... Embora a minha visão das coisas seja diferente (o optimismo inocente da juventude!), aqui fica:

Porque é que ninguém ajuda os pais natais espalhados por esse país fora, em janelas e parapeitos?
Numa época em que há donativos para os bombeiros de Piódão, as crianças malaias com nomes começados por Z e terminados em F, os senhores da recolha do lixo, os três pintos coxos que nasceram em Alpiarça, ou até mesmo para o senhor que já morreu há seis anos, mas cujo apelo dramático para doação de um rim continua a circular via mail, custava alguma coisa dar um empurrãozinho aos milhares de pais natal que tentam, em vão, entrar pelas janelas portuguesas?? É que se ninguém tomar uma posição, o mais certo é que até dia 25 o movimento se inverta e se suicidem aos mil. Um Pai Natal não é de ferro, e depois de uma escalada inglória de dias a fio, com as noites a arrefecerem cada vez mais, a vontade de desistir é mais que muita – o abismo, de repente, parece terrivelmente tentador. E depois, imaginem o cenário… pais natais enforcados nas torres de Lisboa, esmagados por entre o transito da VCI, tornando as manhãs portuenses ainda mais caóticas, pais natais a boiar nas piscinas municipais, enfim, um derramamento de sangue que em nada se coaduna com uma época destas. Não custa nada dar-lhes uma mãozinha! Só lhes falta "um bocadinho assim!"

Joana a Caminho do Natal - Café

Suspeito que este ano toda a gente vai oferecer uma chávena de café como prenda de Natal. Não sei bem como embrulham, nem como o mantêm quente até lá, mas a avaliar pela fila na loja da Nespresso... Só vejo essa explicação. Ou isso, ou estava lá dentro o George Clooney. Provavelmente sentado numa poltrona a fingir de Pai Natal, a avaliar pelo que tenho visto por aí.
O preço de ser fashion paga-se sempre bem caro. Ou se está em casa a ver horas a fio a Sic Mulher com os "queridos" a acartar sofás, ou se vai para a rua e acaba-se numa fila de 3h por um "cafézinho divinal", de um lote seleccionado.

Joana a Caminho do Natal - Corrida

E... começou a grande corrida às prendas de Natal.
O pelotão já vai lançado lá na frente. Junto aos Armazéns do Chiado os atletas da categoria dos pesos pesados já iam lançados, com as mãos cheias de pó de talco para agarrarem em sacos tão volumosos.
Eu costumava ser perita em falsas partidas. Em Novembro já ia na linha dianteira, e aguentava bem a passada até ao fim. Com lista de familiares, amigos, ideias de prendas, roteiro de lojas. Uma coisa assim em bom. Tipo prova de orientação. Agora, nada disso. Limito-me a desviar-me dos corredores que vêm contra mim.
Estou preocupada, acho que vou chegar à meta em último lugar. E de mãos a abanar!

Joana a Caminho do Natal - Luzes

O ambiente até parecia calmo e controlado. Andava pela rua e não havia nenhuma luz invulgar, a não ser a dos candeeiros.
Mas cheguei ao epicentro do natal: os centros comerciais. E lá estava a explosão de milhares de watts de luz. Mais fortes que os holofotes dos estádios do Euro. Pequenos vulcões no meio da metrópole, pedindo às pessoas que esqueçam que é dia de S. Martinho e acreditem piamente que é dia de Natal. E quase conseguem. Quase. Só uma coisa lhes estraga os planos: uma onda de calor que sobe até à cara e nos faz ter de tirar o cachecol, o blusão de penas, a camisola e quase a t-shirt. Este calor de Agosto torna inviável qualquer impulso natalício. Mas as luzes continuam acesas. E aposto que ainda nos vão vencer. Não pelo frio, mas pelo cansaço, certamente.

Friday, November 2, 2007

Joana a Caminho do Natal - A Leopoldina

Hey! Cá estou eu nesta duríssima travessia até ao Natal. E hoje acordei com um, e apenas um, pensamento (normalmente acordo com zero actividade mental, por isso já foi óptimo): a mascote do Continente. Sim, a Leopoldina além de ser um pássaro amarelo e desproporcional, também pode surgir-nos sobre a forma de pensamento. E preocupa-me. Porque ela é uma mascote sazonal. Enquanto temos um Rik e Rok, que são muito menos dignos, mas duram o ano todo, quando temos um Gil, que já lá vão duas décadas desde que acabou a Expo mas continua a passear-se por aí de poupa azul ao vento, qual Pedro Miguel Ramos nos tempos de apresentador imberbe... E depois chegamos a uma figura imponente como a Leopoldina e chegamos a esta conclusão: só tem direito a aparecer no Natal. Vive escondida o resto do ano, em reclusão. Para quê? Talvez para meditar, que isto de dirigir o mundo encantado dos brinquedos não deve ser nada fácil. Ainda assim, acho triste. E mais, acho injusto que não haja campanhas noutras épocas do ano em que Leopoldina possa explanar toda a sua técnica. Tipo: Leopoldina no imenso e encantado areal de Albufeira, ou Leopoldina é rainha do Carnaval da Mealhada, ao lado de Toy (e não, isto não era um trocadilho com o mundo dos brinquedos, mas acabou por ser! Não tive culpa! Foi irreprimível!). Pode dar-se o caso de Leopoldina não poder saír de casa nos meses mais quentes, devido ao facto de ser uma... ave?! Bom, de ser aquela coisa amarela com penugem que ela é, estilo prima afastada do Poupas. Ainda assim, nas "redondezas" do Natal podiam arranjar-lhe mais iniciativas: um magusto com celebridades ou coisa assim. Porque aquilo de só gravar CDs em Dezembro, e lançar livros infantis, deve ser chato para um artista do calibre dela. Por isso, deixo aqui o apelo: Deixem trabalhar a Leopoldina!

Thursday, November 1, 2007

Joana a Caminho do Natal

Inaugura-se hoje mais uma espantosa rubrica deste blog. Hoje em dia toda a gente faz diários sobre tudo: Vasco Uva explica quantas lágrimas verteu nos campos franceses, João Garcia conta dia-a-dia as várias fases de decomposição do seu nariz, à medida que sobe o Evereste, Hernâni Carvalho relata com entusiasmo nunca visto os 129 dias em que acompanhou o casal McCann em Portugal... então... porque não fazer o meu relato de uma coisa verdadeiramente importante? De uma caminhada gloriosa até um acontecimento marcante? Sim, quero lá saber que uma equipa inteira de rugby chore baba e limpe ranho às mangas, interessa-me lá que se espetem bandeirinhas portuguesas no cimo de montes, ou que os pais de Maddie tenham andado 29.000 km no areal da Praia da Luz... tudo isso passa para segundo, terceiro ou décimo plano, quando estamos perante um fenómeno da envergadura do ... NATAL!
Pois é. Natal é quando o Homem quiser não é? Pois por mim, declaro aberta a época natalícia. Por acaso as câmaras municipais não estão a colaborar, que este ano ainda não vi uma rua que seja iluminada... Mas mantenho a convicção de que o Natal começou hoje. Dia 1 de Novembro. O dia em que quatro miúdos me tocaram à campainha e quase me furaram os tímpanos, gritando em uníssono: "Pão por Deus!!". O dia em que eu pensei que isso era um insulto ou um pedido desesperado de socorro, tal a violência com que entoavam aquilo. O dia em que eu desejei que o Natal chegasse depressa, com as suas tradições bem mais convencionais, em que ninguém berra aos ouvidos de ninguém. Por isso, aí vou eu! Rumo ao Natal! Encontramo-nos por lá?